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O Departamento de História, o Departamento de Artes Cénicas da Universidade de Évora e Colecção B apresentam o filme A Comédia e a Vida.

O ciclo "Teatro no Ecrã" prossegue no mês de Abril tratando a forma como o cinema tem apresentado o universo do teatro. O filme escolhido é considerado pela Cinemateca Portuguesa como a mais bela homenagem ao teatro feita por um homem do cinema, Jean Renoir. Esta produção franco-italiana, estreada em 1952, foi filmada na Cidade do Cinema (Cinecittá) em Roma e é considerada uma das grandes experiências da cor no cinema deste período. Com o registo original em inglês e com música de António Vivaldi (1678-1741), mostra-nos como o realizador foi capaz de utilizar As Quatro Estações como banda sonora para recriar o ambiente de uma época. Anna Magnani interpreta Camilia, vedeta de uma companhia itinerante que viaja até à América Espanhola do século XVIII, vendo-se disputada por três homens, mas cujo amor maior é o teatro. Steven Jay Schneider (2012) considera o The Golden Coach (Carruagem Dourada era o título original) um dos filmes que temos de ver antes de morrer (1001 Movies You Must See Before You Die, 2012). Para nós é principalmente um filme belo e encantador que recria a vida das companhias itinerantes do passado.


Ficha técnica:
Título original: The Golden Coach
Realização: Jean Renoir
Argumento: Jean Renoir, Jack Kirkland
Actores: Anna Magnani, Odoardo Spadaro, Nada Fiorelli
Música: António Vivaldi
Estreia 1952
Duração: 103 minutos
Língua: Inglês (legendas em Português)

Entrada livre

Em 10.04.2018
21:30 | Auditório Soror Mariana (Évora)
 

 

 

De 17.03.2018 a 31.05.2018
Fundação Eugénio de Almeida | Centro de Arte e Cultura - Évora

 

 

Em 13.03.2018
21:30 | Auditório Soror Mariana (Évora)
Lançamento de Livro

Decorrerá, no próximo dia 14 de Março, na Universidade de Évora, a apresentação do livro "Arborização contra cheias tempestades e marés. Política de águas e de florestas em Portugal (1834-1886)" da autoria de Cristina Joanaz de Melo

 

 

Em 14.03.2018
17:00 | Sala dos Docente do Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora
Declaração Universal dos Direitos Humanos - 70 anos
Em 12.03.2018
09:30 | Auditório | Colégio do Espírito Santo
Em 27.02.2018
21:30 | Auditório Soror Mariana (Évora)

Conferências: «Governando o Atlântico: perspectivas historiográficas», por Thiago Krause (Escola de História/ Unirio) e «Caminhos e descaminhos da ideia imperial no Brasil independente», por Christian Lynch (Fundação Casa de Rui Barbosa/ IESP/ UERJ)
Comentador: Pedro Cardim | CHAM Centro de Humanidades (Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores)

Em 20.02.2018
15:00 | Sala 131 | Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora

Sessão: "O Bom, o Mau e o Vilão" (1966)

Com realização de Sergio Leone e música de Ennio Morricone

Em 20.02.2018
21:30 | Auditório Soror Mariana (Évora)
Cinema e música | O ano de 2018 abre com o tema «cinema e música», uma proposta para levar os eborenses a ouvir cinema através de uma viagem ilustrada por diferentes géneros cinematográficos que celebram compositores de referência no repertório erudito e popular do século XX.

 

Antes dos videoclips, a música esteve presente desde a origem da indústria cinematográfica. Muito antes da projecção do primeiro cinema sonoro, em 1927, pela companhia Warner Brothers, as projecções de imagens animadas eram acompanhadas ao piano com música frequentemente improvisada que acompanhava o desenrolar da «acção». Nos anos ‘20, os cine-teatro mais luxuosos acompanhavam as imagens com o som de orquestra, que tocava música escrita expressamente para dar vida à narrativa. Em 1927, para celebrar esse prodígio tecnológico (o cinema sonoro), a Warner escolheria um dos ícones da música popular norte-americana Al Jonson (nome do judeu lituano emigrado Asa Yoelson, 1885-1950), para o filme The Jazz Singer que, no essencial, passava para o cinema o popular teatro de variedades. A magia das imagens animadas necessitou sempre da música para ilustrar emocionalmente ou gerar o ambiente necessário à criação dessa maravilhosa ilusão. No entanto, essa música não é frequentemente ouvida visto que ela se subordina à narrativa expressa através das imagens e dos textos dos personagens. Ocasionalmente essa música «erudita» escrita para cinema conseguiu impor-se por si mesma e viver para além do filme, alimentando o comércio das gravações de discos de bandas sonoras de filmes. Neste ciclo propomo-nos atentar nesse cruzamento entre a música erudita e a música para os filmes e evidenciar os seus compositores através da invocação de alguns nomes emblemáticos como os norte-americanos George Gershwin (1898-1937) e Leonard Bernstein (1918-1990) e, no caso da música para cinema, Bernard Hermann (1911-1975), os italianos Ennio Morricone (n.1928) e Nino Rota (1911-1975) e o francês Paul Misraki (1908-1998). A selecção contempla diferentes géneros (o musical, o drama, o cinema negro, o Western), com a música erudita contemporânea (vulgo «clássica») a tomar nesta selecção um papel central. Mais do que tentar apresentar uma amostra deste vasto oceano, constituído como objecto de estudo, visa-se promover o debate sobre as múltiplas relações do cinema com a música, a começar pelas suas funções, sobre como o cinema influenciou a música contemporânea e, em especial, o cinema da indústria de Hollywood. Aproveita-se para celebrar alguns compositores que viveram da música que escreviam sob encomenda para o cinema e sinalizar aqueles que o fizeram excepcionalmente. Por isso, se deixámos de fora realizadores que utilizaram de forma brilhante a «música clássica» nos seus filmes como Stanley Kubrick (1928-1999), (2001: Odisseia no Espaço, 1968; Laranja Mecânica, 1971) e compositores Sergei Rachmaninoff (1873-1943), Aram Khachaturian (1903-1978), John Williams (n. 1932) e tantos outros, não podíamos deixar de recordar Carlos Paredes (1925-2004). Outros Cinemas é um projecto da Colecção B Em parceria com o Departamento de Artes Cénicas e com o Departamento de História da Universidade de Évora e conta com o apoio da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, da Universidade de Évora, da Fundação Eugénio de Almeida, da SOIR Joaquim António de Aguiar e da Câmara Municipal de Évora.

 

Em 02.01.2018